Meu filho tem sete anos
O nome dele é Renan. Desde os três aninhos, a epilepsia faz parte da nossa rotina.
As crises podem chegar no banho, na escola ou enquanto ele dorme. Eu vivo atenta, tentando estar por perto quando ele precisa de mim.
O que mais dói é reconhecer o olhar dele procurando ajuda. Eu queria que meu colo bastasse.
O abraço do pai faz falta
O pai do Renan era policial militar. Há dois anos, ele morreu numa operação.
Era ele quem segurava nosso filho nas crises e saía cedo para comprar o remédio. Também me abraçava quando o medo não passava.
Passou a vida protegendo outras famílias. Hoje, sinto falta dele em cada cuidado com o nosso menino.
Cuidar exige mais do que colo
Renan precisa continuar o tratamento. O medicamento que usamos para controlar as crises não é fornecido pelo SUS.
Entre os cuidados diários e o medo de faltar remédio, eu tento manter o que ele precisa.
Não estou pedindo uma promessa de cura. Estou pedindo ajuda para conseguir seguir com o tratamento do meu filho.
Até a aliança virou tratamento
Para continuar cuidando do Renan, vendi o carro e o apartamento que ainda nem estava quitado.
Vendi também a minha aliança. Era uma das lembranças mais importantes que eu guardava do pai dele.
Fiz o que estava ao meu alcance. Agora, sozinha, não consigo mais sustentar essa luta.
Sua ajuda pode apoiar esse cuidado
As contribuições desta campanha serão destinadas ao tratamento do Renan e ao medicamento de que ele precisa.
Meu desejo é simples: poder cuidar dele e vê-lo brincar, sem que a falta de recursos interrompa esse caminho.
Se você puder contribuir, estará ajudando uma mãe a continuar ao lado do filho.